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“Culto ao Uno

Pedi a benção a Krishna
e o Cristo me abençoou,
orei ao Cristo
e foi Buda que me atendeu,
chamei por Buda
e Krishna me respondeu.

Professor Hermógenes

Não deveria o Amor ser o nosso centro, nosso norte, nosso caminho?

“A maior forma de ignorância é rejeitar algo que você não sabe nada sobre, e ainda assim, se recusa a investigar.”  – Dr. Wayne Dyer

por Elaine Silveira

Quando estudamos um pouco sobre os mestres precursores de algumas religiões e doutrinas filosóficas, temos uma constatação: esses seres iluminados não tiveram como objetivo fundar religiões, igrejas ou templos, nem impor a separação ou discórdia entre os povos, pois todos trouxeram como mensagem a prática do amor, da compaixão e da bondade. Mas não se pode negar que muitas religiões surgiram a partir de ensinamentos deixados por mestres e guias da humanidade em diferentes épocas e culturas.

No entanto, a divisão que se sucedeu com as diferentes religiões e crenças não pode ser atribuída a esses seres ascensionados, mas foi um atributo específico do homem e líderes motivados pelo desejo de poder, prestígio, dinheiro e aceitação popular. Como as religiões são também um fenômeno social, estes líderes se aproveitam da ingenuidade e carências humanas e da necessidade das pessoas de pertencerem a um grupo.

Se é religião, filosofia ou caminho espiritual, se você medita, ora, ou reza, se vai a igreja, templo, ou faz evangelho no lar, se você acredita nisso ou naquilo… Uma coisa é certa: mais do que sua fé, são os seus passos que te definem e não a sua religião. E nisso, os ensinamentos de todos os mestres iluminados têm um princípio comum: o amor ao próximo.

  • Budismo, palavra derivada de bodhi’, que em sânscrito quer dizer ‘despertar’, segue os ensinamentos de Sidarta Gautama (563 e 483 a. C., no Nepal), Buda, o Iluminado, cujo ensinamento está no livro Triptaka, escrito entre 500 a.C. até o início da era cristã. Os princípios fundamentais do Budismo são compaixão, benevolência e amor com todos os seres vivos. Dalai Lama define a filosofia budista com uma frase:
    • “faça o bem sempre que possível; se não puder fazer o bem, tente não fazer o mal”.

  • Cristianismo, religião dos que creem e seguem os ensinamentos de Jesus Cristo, o Salvador. Seus seguidores têm a Bíblia como fonte de conhecimento, incluindo o Antigo Testamento (1300 a.C.) e o Novo Testamento, este último escrito após a vinda de Jesus  (115 d.C.). Sua passagem foi tão significativa que dividiu o tempo cronológico em antes e depois de Cristo (a.C / d.C). O Papa Francisco destaca o caminho, serviço e gratuidade como características dos verdadeiros cristãos, pois assim receberão a salvação.
    • “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles (Mateus 7:2)”.

  • Hinduísmo:  Os ensinamentos baseiam-se no  Mahabrahata, que inclui o Bhagavad Gita, com as palavras de Krishna, o Deus Hindu mais popular e amado da Índia,  e o Livro dos Vedas.  Krishna, a divindade encarnada, ensina o homem a elevar-se acima da consciência humana, até uma consciência divina superior, realizando desta forma na Terra o reinado dos céus. Assim como as anteriores, fundamenta-se na bondade:
    • “Esta é a soma do dever: Não faça aos outros, o que se feito à você, lhe causaria dor” (Mahabharata 5:15:17).

  • Taoísmo: os taoístas seguem os ensinamentos atribuídos ao chinês Lao Zi, transcritos no Tao Te Ching, ou o Livro do Tao, manual de filosofia e metodologia de desenvolvimento pessoal, escrito entre os séculos VI a.C. e III d.C.
    • “Considere o ganho de seu vizinho como seu próprio ganho e considere a perda de seu vizinho como a sua própria perda” (Lao Tse).

  • Islamismo: adoram Allah, Deus de Noé, Abraão, Moisés, Davi e Jesus. Seguem os preceitos e ensinamentos do Alcorão, escrito no século VII. Em árabe, a palavra “Allah” significa “O Único merecedor de toda adoração”, o qual defende a unicidade de Deus.
    • “Um homem não é considerado um crente até que deseje para seu irmão o que deseja para si mesmo” (Al Bukhari:13).

  • Judaísmo: O estudo da Torá, os cinco livros de Moisés da Bíblia (do Gênesis até o Deuteronômio) constituem o texto central do judaísmo. Cristãos e judeus partilham do Antigo Testamento, que inclui a crença em um só Deus, Onisciente, Todo-Poderoso e Misericordioso. Aproximadamente 500 d.C foi escrito por rabis antigos o Talmud, que consiste em sessenta e três tratados de assuntos legais, éticos e históricos.
    • “O que é odioso para si mesmo, não faça ao seu próximo” (Talmud, Shabbat 31a).

Chegará o dia em que a humanidade reconhecerá que todos compartilhamos um legado espiritual comum, e a religião não mais importará, pois saberemos que somos todos irmãos e nascerá uma era de paz.

“A unidade das várias religiões só poderá se concretizar quando seus praticantes tornarem-se realmente conscientes de Deus dentro de si mesmos. Teremos, então, uma verdadeira fraternidade de homens sob a Paternidade de Deus”

Paramahansa Yogananda

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