por Elaine Silveira

Todos nós temos esta mente tagarela, mas se identificar e ser controlado por ela é opcional.

A companheira mais presente que temos na vida é a nossa mente. Não é seu marido ou esposa, nem seus pais ou um grande amigo. É sua mente quem está todo tempo se comunicando com você. Podemos dizer que temos duas mentes em nós, uma que é intuitiva, a boa conselheira, e a outra que é insana, também conhecida como um macaco falante que fica numa tagarelice mental nos envolvendo e seduzindo com pensamentos. E assim pulamos de galho em galho, numa média de pelo menos 50 mil pensamentos que cruzam nossa mente todos os dias.

Hoje vamos falar deste companheiro diário para o qual damos tanta atenção e crédito: O MACACO FALANTE.

Buda comparou a mente a um macaco falante, em uma analogia que cada pensamento é um ramo, um galho, e sua mente é representada pelo macaco que pula e pula incessantemente de um pensamento ao outro. Em sua definição Buda nos diz que assim como um macaco balançando entre as árvores agarra um galho e solta apenas quando consegue agarrar outro, assim também são os pensamentos, de maneira que estamos sempre envolvidos nesta tagarelice mental. Esse monólogo interno é guiado pelo ego e por isso alimenta e estimula nossos medos, raivas, inseguranças, preocupações, críticas, julgamentos, vitimização….etc.

E é assim que mantemos nossa mente tão ocupada, distraída e barulhenta. E onde há distração não há consciência. Sem consciência não damos voz à intuição. A fadiga e esgotamento físico e mental vem muito mais dessa tagarelice mental do que das experiências e atividades cotidianas.

Não é à toa que só vemos aumentar os índices de casos de depressão, ansiedade e distúrbios consequentes do estresse. E mesmo com os recursos milenares da meditação que tem sido mais evidenciados através das comprovações científicas pelos estudos da neurociência, porque há tão poucos adeptos deste caminho?

O ego é sedutor. Ele alimenta e justifica nossa insanidade e devaneios mentais. E ficamos horas envolvidos em pensamentos justificando nossa raiva, nossos temores, nossa vitimização diante do sofrimento, justificando as dores que escolhemos ter e as dores que causamos nos outros. Afinal, é bem ali, nos nossos pensamentos, que ninguém pode interferir. Lá eu tenho um motivo e uma explicação para tudo. Isso é por demais sedutor para que consigamos abrir mão, não é mesmo? Por isso ao longo de nossas práticas de meditação lá vem os pensamentos para interferir e roubar nossa atenção e foco.Para mudar é preciso se comprometer mais, ser vigilante consigo mesmo, sobretudo ter coragem de entender os seus mecanismos internos da auto manipulação.

A mente de fato é uma máquina de pensar, e cada pensamento é uma programação que você está fazendo. Perceba o quanto de imagens você cria em seus pensamentos e saiba que o seu cérebro vai entender isso como um fato. Afinal são informações que você está dando para ele. E assim você vai fazendo uma programação mental sabotadora, baseada no medo, raiva, culpa, vitimização e todo tipo de sentimentos sabotadores.

Os nossos pensamentos são estruturados em experiências do passado. E toda essa programação mental só faz repetir padrões de comportamento. Reviver o passado é perder a oportunidade de viver novas experiências sob novas perspectivas. E vc fica num ciclo vicioso e repetido de ideias, conceitos e atitudes programadas.
Ainda não sabe como mudar isso?

Todos os dias, a todo instante você terá que fazer essa tomada de decisão, uma importante escolha a partir do qual você dará direção à sua vida. Decidir se dará ou não voz ao macaco falante e se permitir ser guiado por ele.
Primeiramente reconheça que você está totalmente submetido a esta mente tagarela e descontrolada. Observe como você está o tempo todo ausente da vida perdido em seus pensamentos.

Um passo importante para viver amigavelmente com a Mente do Macaco é tornar-se consciente de que ela existe, de que faz parte de você, mas não pode te controlar nem gerar sofrimento. Toda vez que você se der conta que está perdido nos devaneios mentais, ou, por analogia, perdido numa floresta pulando de galho em galho, totalmente identificado emocionalmente e psicologicamente com seus pensamentos, volte, traga a consciência do presente, canalize sua atenção em algo agradável, ou na respiração, e saia imediatamente desse labirinto mental de pensamentos. Coloque-se 100 % presente e consciente da atividade que você estiver fazendo. Saia do piloto automático ao realizar suas tarefas, trazendo sua atenção para cada ação. Pensamentos tiram você do presente e te colocam no mundo das ideias, dos devaneios mentais. E não tem nada de real nisso.

No início não será fácil, sua mente não vai aceitar isso prontamente e irá te desafiar, chamar sua atenção, porque ela quer ser ouvida. Por isso o recurso da meditação é tão importante, um caminho certo de reeducar sua mente. Cada vez que você se der conta dessa tagarelice mental e voltar a sua atenção ao presente, à sua respiração, ao Aqui e Agora, você estará trazendo sua total Presença na Vida. Isso é consciência. E mais e mais e mais vezes vamos acessando estas lacunas entre um pensamento e outro, e quando silenciamos o ego deixamos fluir a intuição.

Este Macaco vive dentro de todos nós, mas permitir que ele fique no controle é o diferencial de cada um. Ou você ouve a mente do ego ou a mente de Deus. Aquela que você der voz vai silenciar a outra porque as duas estão aí mas você decide qual vai se manifestar.

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O conteúdo de unicidade.org é um convite à transformação através da meditação, ioga, alimentação e qualidade de vida, com textos que levam a dicas práticas para saúde do corpo, mente e espírito. O objetivo é trazer a cada um a capacidade pessoal de entender e lidar com as próprias dores. A conexão interna onde se encontram todas as respostas.

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© Elaine Silveira, unicidade.org, 2017. Trechos e links podem ser utilizados, desde que o crédito seja claro e dado no início da postagem à Elaine Silveira, unicidade.org, com direção adequada e específica para o conteúdo original

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